terça-feira, 8 de julho de 2008

Desejo, somente, aquele blues.

Ao som do blues penso em algo lindo.
Mas ao ver a letra do blues encaixada na mente de outro,
sinto uma verdade crua.
Percebo que não tenho o direito de sentir o blues.
Lembro-me que estou sobrando no presente. Mais uma vez.

É... acho que devo me conformar com a piedade.
Tenho um peito fraco, tenho uma carência além da normal.
Amo quem não me quer. Me entrego além do que posso.
Me anulo por outros e aquele outro, e mais inacreditavelmente, por aquele outro.
Sou corajoso para o próximo, e covarde para mim mesmo.

Mereço piedade, Senhor Piedade!
Esse ser covarde te pede piedade.
Senhor Piedade!
Esse ser sem grandeza, sem coragem e sem luz.

Desejo agora, somente, aquele blues.

Um comentário:

Fabianny de Alencar disse...

Passando por aqui sempre. E tenho pra mim que você anda encontrando respostas muito suas...