domingo, 29 de junho de 2008
Acredite
Sonhei com você.
Isso foi ruín.
Mesmo.
Estava tudo indo bem,
estava 'quase-tudo-bem',
até que você reapareceu,
sem me avisar.
Violou meu direito de escolha.
Invadiu-me com suas palavras e seu silêncio.
Sugou o meu contentamento descontente.
Me pediu o que eu não tinha.
Não me peça desculpas.
Não pergunte se estou bem.
Não me deseje o bem.
Não se importe comigo.
Acredite em mim, pelo menos desta vez,
é o melhor que você pode fazer.
terça-feira, 24 de junho de 2008
Hoje.
Eu não sei direito o que aconteceu.
Parece que de repente senti a necessidade de me explicar.
Acho que aquele meu jeito bobo de ser bobo veio de novo.
Depois de tempos... justificar o injustificável.
Quebrei meu jejum.
Violei a lei do meu silêncio.
Matei os meus momentos bons.
Errei o eumeusempre.
Era somente um "por que".
Era pra ter ficado tudo como estava.
Era pra tudo ter permanecido frio.
Era... era.
Antes, tuas palavras maldosas eram motivos de tristeza.
Hoje, são tuas palavras de carinho que me deixam mal.
Me fazem sofrer... me fazem novamente molhar o teclado.
Me tiram o sono... me devolvem o cansaço.
O que temia aconteceu.
Agora sei... Tenho a certeza que você ainda me faz mal.
Não quero ouvir tua voz. Nem imaginar um traço de seu sorriso.
Um rabisco se quer de suas palavras.
Quero fechar meus olhos novamente.
Quero continuar seguindo a reta prometida.
Quero acertar, novamente, o eumeuesempre.
Quero recomeçar e o que acontecia.
domingo, 22 de junho de 2008
Bom dia!
Meu quarto continua bagunçado... e meu cabelo está molhado.
Consequência de uma madrugada agitada.
Consequência de um 'querer o bem'.
Vaidade impera no começo da noite.
Ligaçoes enfeitam o continuar.
Sorrisos são oferecidos sem nenhuma cerimônia.
Línguas, gestos, costumes do outro lado do mundo são apresentados.
Pessoas lindas são conhecidas.
Um belo absinto está presente.
Poderia cair bem... poderia... somente.
E a vaidade torna a imperar.
De repente vem toda aquela confusão paga.
Confusão que te deixa solto... com sons ritmados, fortes e contínuos.
Luzes sem o menor sinal de ordem.
Corpos quentes, corpos belos, corpos desejados e com desejos.
Em meio a tudo, extravazo a minha satisfação com o presente.
Daí vem aqueles olhares... daí vem a vontade de fechar os olhos.
E depois chega aquela pergunta no ouvido... pergunta direta... pergunta carnal.
E a resposta vem daquela vibe... da dança... do somente observar.
Quando a noite termina para nós...
Vem o bom de tudo... vem a certeza de uma volta serena.
Com um gosto de quero mais...
Com um gosto de que fiz tudo o que queria.
=]
Bom dia!
sexta-feira, 20 de junho de 2008
No, we're not ready yet.
Em meio a livros, rabiscos e a preocupações do amanhã,
o persegui conforme as imagens apareciam.
Foi bom. Já sabia que seria.
A pergunta veio meio sem aviso.
Meio estranha... meio fria...
Como se fosse realmente um ser de fora...
um estrangeiro.
Comecei a enxergar o presente e o passado de outra forma.
Sim é verdade, mas o medo do futuro ainda persiste.
Como se fosse um trauma.. Algo ruín no qual, desta vez, eu tivesse o poder de deter.
O receio de me deixarem pequeno outra vez ou que sentimentos voltem a sair do esquecimento é intenso.
Acho que vou ser interpretado mal.
Talvez bem... Talvez melhor...
Mas prefiro ficar em meu canto.
Prefiro que quando acontecer, que seja de outra forma.
Quero um olhar.
Um abraço.
Um sorriso de satisfação e amizade.
Quero um diálogo completo cheio de notícias boas e um 'Sincero Reconhecer'.
Não quero começar com uma simples pergunta.
Não um contato simples, longe, incerto.
Não agora.
Não nesse momento.
Meu Mano Velho me dá créditos!
Tenho bastante ainda.
Vou usa-los de forma exagerada... sem nenhuma pressa.
Até que a coragem diga: "Você está pronto".
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Mano Velho!
E hj estou aqui sereno... observando ele passear.
Sim... começo a enxegar que tudo era verdade...
que tudo o que disseram sobre ele, era claro.
O tempo passa a ser não só um companheiro, mas sim um amigo.
Através dele tudo é contado... tudo pode ser desabafado.
Te faz esquecer os momentos ruíns e das perguntas sem respostas.
Ele é o tudo e ao mesmo tempo o nada.
Ele faz mais... Ele deixa vivo os momentos bons.
Tira toda a mágoa da alma. Transforma os sentidos.
Te deixa no estado pleno. Te guia. Te afaga.
O tempo te faz descobrir o seu "eu meu".
Esse amigo te apresenta o lado bom de pertencer ao time independente!
Ele te apresenta inúmeras possibilidades de ser feliz de uma outra forma.
Te traz perspectivas de um futuro bom.
Cuida de vc como um irmão... um irmão completo.
Sim.
Tempo... tempo... tempo...
Como dizia Fernanda...
Ele é "Mano velho"!
domingo, 15 de junho de 2008
Ao amanhecer, sinto a presença do mesmo... .. .
Saio da cama desarrumada, olho pro relógio... sempre atrasado...
Penso como será o dia... Tenho novas perspectivas de um começo bom...
Idéias afloram... sou bombardeados de perguntas com teor futurista.
Enquanto me visto, sinto o aroma do café e já o gosto do pão fresco.
A força me toma, logo vem a obrigação e as pessoas em volta.
Vem a cobrança continua e a mente está longe de tudo.
Ao entardecer, sinto a presença da incerteza.
Ao saciar o que me doi, debruço-me no balançar... sempre atrasado...
Penso como será a tarde... Já não tenho tantas perspectivas de um meio bom...
O desejo de afrodite se manifesta e logo o sigo.
Enquanto me visto, já sinto o calor dos corpos em busca da beleza.
A força me toma, logo vem os pensamentos interrompidos por gritos.
A reflexão e um pouco da dor vencem o apelo externo.
Ao anoitecer, sinto a presença da solidão.
Deito-me, sento-me, calo-me... e vem os soluços... sempre atrasado...
Penso como está sendo a noite... Já me conformo com o final triste...
Memórias comparecem quase sempre acompanhadas de lágrimas.
Enquanto tento fechar os olhos, as lamentaçoes alheias soam insistentes em meus ouvidos.
A fraqueza me toma, logo fico fraco.
No final o sono vence tudo.
Ao amanhecer, sinto a presença do mesmo...
..
.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Um pedido... Um desejo.
De que tudo de ruín seja bom, e de que o bom seja melhor.
De que o sentimento seja algo a ser ainda mais explorado, e não temido.
De que o desprezo sirva de lição, pro próximo desprezo. E que a paixão não seja em vão.
Que nós sejamos amigos nas discursões não positivas e menos negativas.
Que as lágrimas reflitam alegria e o choro, a explosão.
Que o dia deixe de ser um descompasso passado. E que seja um lindo presente constante.
Onde o lugar seja ensolarado, com um gostinho de novo, não de mofo, não do pretérito.
Que a água azulada de azulejo faça ondas onde eu tenha certeza que Aquele é mais legal, e não somente um faz de conta.
Que eu olhe pro mar, e que rapidamente o sorriso compareça.
Desejo mais... Desejo a verdade feita.
Desejo um "Q" de Quero Mais... Quem sabe um "T"... Quem sabe um "A"...
Só desejo, não desejar todo o alfabeto... =P
Quero tudo assim... nos conformes... Quero minha forma desejada. Quero assim, ser desejado.
Era só um pedido... era somente um desejo.
Esse fica de lado... Desejo não desejar.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
De novo.
vejo aqueles coqueiros, vejo aqueles pássaros, aquela água azulada em azulejos.
Vejo aquele mar, vejo aquelas ondas, vejo aquelas dunas, vejo aquelas nuvens...
vejo aquele esquadro onde tudo se movimenta.
Sinto aquela brisa, sinto aquele quente, sinto aquele frio...
sinto através daquele esquadro onde tudo se movimenta.
E penso... e lembro...
Naquela minha amiga.
Naquela minha saudade.
Naquele que é silencioso.
Naquele novo.
De novo.
sábado, 7 de junho de 2008
Nosso bordão passado. Meu bordão presente.
"Vamos nos divertir? Vamos curtir? Vamos rir?"
Sinais verdes são ultrapassados com sorrisos largos nos rostos...
O calor da alegria toma conta de nossas mentes...
Parece que aquele nosso bordão passado está de volta...
J.ovens F.elizes e A.migos, é o que sentimos no momento.
Chegando no antro da alegria, sinto algo além...
algo Mais Além... Logo me sinto mal... Tenho medo.
Um abraço, nesse momento, me conforta.
Um sorriso foi essencial.
Algum desconhecido se aproxima.
Te comprimenta.
Te olha no fundo dos olhos.
Te respira.
Não... eu ainda tenho medo.
Agora tenho o meu bordão presente.
J.amais F.aça A.mor, é o que sinto no momento.
quinta-feira, 5 de junho de 2008
O reflexo no teto.
O desejo superou o medo...
O desejo superou a mágoa...
O desejo veio mais cedo...
O desejo que imaginava...
Não... não era engano...
Era algo meio estranho...
Talvez uma saída...
Talvez uma recaída...
E diante daquela noite...
beijei.
pequei.
gozei.
E veio o reflexo no teto.
o meu.
o seu.
o nosso.
Corpos cansados...
Corpos saciados...
Desejos e pecados...
E veio o reflexo no teto.
o meu.
o daquele.
o nosso.
Corpo cansado...
Corpo vazio...
Corpo estranho.
quarta-feira, 4 de junho de 2008
5:40
O despertador anuncia incansavelmente a verdade...
"Não... não é um pesadelo... é real..."
Com a visão ainda embaçada, visualizo o teto e um faixo de luz...
O silêncio e o "tic-tac" do relógio, tomam conta do ambiente frio...
Os pensamentos e os sentimentos afloram...
A vontade de abraçar o travesseiro vem em seguida...
São 5:50 da manhã...
A reflexão toma conta de mim...
A realidade fica cada vez mais nítida...
O mixto de saudade, solidão e livramento é intermitente...
A primeira lágrima da manhã cai...
Já são 6:00 da matina...
Me levanto meio sem coragem de continuar...
Eu penso em quem me merece... em quem poderia me merecer... e naquele...
Águas do chuveiro caem... e com elas, minhas lágrimas se disfarçam...
O soluço desconfortável me toma...
Finalmente acordo...
E sinto o sabor do descarte...
Sinto o sabor da liberdade...
Sinto a vontade de fechar os olhos e tentar mais uma vez,
pode ser que seja só um pesadelo.