Ao amanhecer, sinto a presença do mesmo.
Saio da cama desarrumada, olho pro relógio... sempre atrasado...
Penso como será o dia... Tenho novas perspectivas de um começo bom...
Idéias afloram... sou bombardeados de perguntas com teor futurista.
Enquanto me visto, sinto o aroma do café e já o gosto do pão fresco.
A força me toma, logo vem a obrigação e as pessoas em volta.
Vem a cobrança continua e a mente está longe de tudo.
Ao entardecer, sinto a presença da incerteza.
Ao saciar o que me doi, debruço-me no balançar... sempre atrasado...
Penso como será a tarde... Já não tenho tantas perspectivas de um meio bom...
O desejo de afrodite se manifesta e logo o sigo.
Enquanto me visto, já sinto o calor dos corpos em busca da beleza.
A força me toma, logo vem os pensamentos interrompidos por gritos.
A reflexão e um pouco da dor vencem o apelo externo.
Ao anoitecer, sinto a presença da solidão.
Deito-me, sento-me, calo-me... e vem os soluços... sempre atrasado...
Penso como está sendo a noite... Já me conformo com o final triste...
Memórias comparecem quase sempre acompanhadas de lágrimas.
Enquanto tento fechar os olhos, as lamentaçoes alheias soam insistentes em meus ouvidos.
A fraqueza me toma, logo fico fraco.
No final o sono vence tudo.
Ao amanhecer, sinto a presença do mesmo...
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domingo, 15 de junho de 2008
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